História

Cabreúva, a Cidade da Amizade

O município de Cabreúva surgiu em decorrência dos movimentos dos bandeirantes e tropeiros. As tropas saíam de São Paulo de Piratininga com a missão de alcançar o interior do País, em busca de ouro e outros minérios. Os historiadores contam que as expedições eram feitas margeando o rio Anhemby (hoje, o rio Tietê). Os bandeirantes passavam, assim, pelas terras de Cabreúva.

Há relatos de que a primeira parada dos bandeirantes, em nossas terras, tenha sido no bairro do Bananal (“Cabreúva, nossa cidade”, 2002) – uma espécie de ‘ponto de encontro’ das expedições que, em seguida, partiam para Mato Grosso e Goiás. Mas esta trilha teria ficado em segundo plano, quando os bandeirantes descobriram um caminho mais fácil – por Itu.

Quem vinha de Itu era obrigado a atravessar o Ribeirão dos Padres. Foi colocada, naquele ponto, uma pinguela, feita com a madeira da árvore cabreúva. A região voltou a ter destaque quando os ituanos perceberam que as terras eram férteis e iriam ser fundamentais para o desenvolvimento de lavouras como cana-de-açúcar e café.

Assim, no início do século XVIII, um membro da família Martins e Ramos, de Itu, procurava um lugar para se instalar. Subindo o rio Tietê, ele encontrou um vale encravado entre três grandes serras – que mais tarde seriam denominadas “Japi”, “Guaxatuba” e “Taguá”. Aqui, ficou.

Martins ocupou a terra e dedicou-se à cana-de-açúcar para a fabricação de aguardente, dando início à instalação de engenhos que se tornariam a maior força econômica da localidade durante décadas; produzindo uma cachaça que ganhou notoriedade e tornou-se famosa muito além de suas fronteiras, dando à cidade o popular slogan de “Terra da Pinga”.

Outros ituanos vieram para cá e ajudaram, igualmente, no desenvolvimento do povoado. Uma capela foi erguida, acompanhando o crescimento local. Em 1855, foi construída a Igreja que, ainda hoje, é atração turística, na Praça Comendador Martins, no centro da cidade. A Paróquia cresceu em louvor a Nossa Senhora da Piedade.

Em 24 de março de 1859, a então Freguesia foi elevada à categoria de Vila, emancipando-se de Itu.

Histórias e folclore explicam surgimento dos bairros de Cabreúva

Bananal

A história cabreuvana registra que o Bananal teria sido a primeira parada dos bandeirantes (que se embrenhavam pela mata, desde São Paulo, em direção ao Mato Grosso e Goiás). O nome tem origem no tupi ‘bananá’, que significa ‘corredeiras’- uma característica do Rio Tietê, na passagem pelas proximidades.

As fazendas do Bananal cresceram rapidamente, graças ao solo fértil do local – que propiciou o cultivo de café, cana-de-açúcar, milho – além de frutas e legumes diversos.

Bonfim

O bairro do Bonfim teve origem com a Fazenda do Engenho – local em que havia alambiques que funcionavam graças à mão de obra escrava. Mais tarde, a Fazenda foi doada à Igreja Católica – que, por sua vez, doou a área aos futuros moradores, iniciando o povoado do Bonfim. Quando surgiu, o bairro tinha dois armazéns e um alambique. E, nas propriedades, havia a criação de porcos, cabras e frangos.

Caí

Uma das versões mais aceitas pelos historiadores, para explicar tanto a origem quanto o nome deste bairro, é que o local era utilizado pelos vaqueiros para amansar os cavalos das fazendas. Mas os tombos levados pelos domadores levaram a melhor. Como a região tem muitos terrenos de topografia diversa, o bairro ficou com uma espécie de divisão: Caí de Cima e Caí de Baixo.

O Caí cresceu graças à cultura de café – que teve problemas a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A partir de então, fazendeiros iniciaram o plantio de outras culturas, além de investirem na criação de gado. Surgiram, também, granjas e olarias – ainda hoje marcas registradas do Caí.

Centro Histórico

Cabreúva é uma das poucas cidades do País a contar com um Centro Histórico, Cultural e Artístico. A denominação foi aprovada graças à Lei Municipal 1483, de 20 de dezembro de 2000. O Centro Histórico de Cabreúva ganha em importância na medida em que foi ali que nasceu a cidade (quando foi erguida a primeira capela, em meados do século XVIII – onde hoje está a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade).

É no Centro que se registram, também, as maiores manifestações culturais, festas religiosas, campanhas (como a feita pela abolição dos escravos) e os movimentos políticos que foram determinando o desenvolvimento do município.

Cururu

Os sapos da espécie cururu deram origem ao nome do bairro. No início do século XIX, a região tinha grandes plantações de cana-de-açúcar – o que permitiu a instalação da primeira fábrica de aguardente de Cabreúva. O primeiro comércio é de 1890: era um armazém de secos e molhados, cujo proprietário era Antônio Soares da Silva – e que está lá até hoje’.

Jacaré

Duas histórias são contadas para explicar a origem do nome do distrito do Jacaré. Uma: havia um tronco de árvore chamada ‘jacaré’, que servia de ponte para atravessar o Rio Piraí. Ao lado da ponte,  surgiu uma capela e um barracão para abrigar tropeiros e fiéis.

A outra versão é de que os tropeiros que iam para o Porto de Santos gostavam de passar por uma lagoa na Fazenda Pindorama – e o proprietário teria soltado pequenos jacarés para dar um susto nos ‘invasores’.

O Jacaré experimenta duas fases distintas: na primeira, vê surgir uma escola (construída no terreno doado pelo Capitão Vitório Togni) e uma capela, bem como um armazém de secos e molhados. Depois, a partir de 21 de abril de 1951, quando foi inaugurada a rodovia Marechal Rondon (a atual rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) – uma importante via de ligação que permitiu a chegada de um grande número de pessoas à região.

Pinhal

O nome do bairro vem da grande quantidade de pinheiros que havia por ali. O bairro começou com a Fazenda Pinhal (media 1.100 alqueires, que fazia divisa com o Jacaré e a Fazenda Concórdia). Com a inauguração da rodovia Marechal Rondon, também a Fazenda Pinhal se beneficiou, experimentando fase de grande progresso na venda do café.

O bairro surgiu a partir de 1954, quando as terras foram desdobradas e surgiram pequenas chácaras. Na década de 1970, foi criado o Distrito Industrial do Pinhal.

Vilarejo

O bairro surgiu no começo dos anos 1970, depois que uma fazenda foi dividida em lotes de mil metros quadrados. Mas os lotes foram sub-divididos, e começaram a surgir casas pequenas por toda a região. A partir de 1997, o Vilarejo recebeu água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo e expansão da rede elétrica. Em 1999, foi inaugurado o Centro de Cultura e Lazer Sílvia Covas.