Bananal
A história cabreuvana registra que o Bananal teria sido a primeira parada dos bandeirantes (que se embrenhavam pela mata, desde São Paulo, em direção ao Mato Grosso e Goiás). O nome tem origem no tupi ‘bananá’, que significa ‘corredeiras’- uma característica do Rio Tietê, na passagem pelas proximidades.
As fazendas do Bananal cresceram rapidamente, graças ao solo fértil do local – que propiciou o cultivo de café, cana-de-açúcar, milho – além de frutas e legumes diversos.
Bonfim
O bairro do Bonfim teve origem com a Fazenda do Engenho – local em que havia alambiques que funcionavam graças à mão de obra escrava. Mais tarde, a Fazenda foi doada à Igreja Católica – que, por sua vez, doou a área aos futuros moradores, iniciando o povoado do Bonfim. Quando surgiu, o bairro tinha dois armazéns e um alambique. E, nas propriedades, havia a criação de porcos, cabras e frangos.
Caí
Uma das versões mais aceitas pelos historiadores, para explicar tanto a origem quanto o nome deste bairro, é que o local era utilizado pelos vaqueiros para amansar os cavalos das fazendas. Mas os tombos levados pelos domadores levaram a melhor. Como a região tem muitos terrenos de topografia diversa, o bairro ficou com uma espécie de divisão: Caí de Cima e Caí de Baixo.
O Caí cresceu graças à cultura de café – que teve problemas a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). A partir de então, fazendeiros iniciaram o plantio de outras culturas, além de investirem na criação de gado. Surgiram, também, granjas e olarias – ainda hoje marcas registradas do Caí.
Centro Histórico
Cabreúva é uma das poucas cidades do País a contar com um Centro Histórico, Cultural e Artístico. A denominação foi aprovada graças à Lei Municipal 1483, de 20 de dezembro de 2000. O Centro Histórico de Cabreúva ganha em importância na medida em que foi ali que nasceu a cidade (quando foi erguida a primeira capela, em meados do século XVIII – onde hoje está a Paróquia de Nossa Senhora da Piedade).
É no Centro que se registram, também, as maiores manifestações culturais, festas religiosas, campanhas (como a feita pela abolição dos escravos) e os movimentos políticos que foram determinando o desenvolvimento do município.
Cururu
Os sapos da espécie cururu deram origem ao nome do bairro. No início do século XIX, a região tinha grandes plantações de cana-de-açúcar – o que permitiu a instalação da primeira fábrica de aguardente de Cabreúva. O primeiro comércio é de 1890: era um armazém de secos e molhados, cujo proprietário era Antônio Soares da Silva – e que está lá até hoje’.
Jacaré
Duas histórias são contadas para explicar a origem do nome do distrito do Jacaré. Uma: havia um tronco de árvore chamada ‘jacaré’, que servia de ponte para atravessar o Rio Piraí. Ao lado da ponte, surgiu uma capela e um barracão para abrigar tropeiros e fiéis.
A outra versão é de que os tropeiros que iam para o Porto de Santos gostavam de passar por uma lagoa na Fazenda Pindorama – e o proprietário teria soltado pequenos jacarés para dar um susto nos ‘invasores’.
O Jacaré experimenta duas fases distintas: na primeira, vê surgir uma escola (construída no terreno doado pelo Capitão Vitório Togni) e uma capela, bem como um armazém de secos e molhados. Depois, a partir de 21 de abril de 1951, quando foi inaugurada a rodovia Marechal Rondon (a atual rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) – uma importante via de ligação que permitiu a chegada de um grande número de pessoas à região.
Pinhal
O nome do bairro vem da grande quantidade de pinheiros que havia por ali. O bairro começou com a Fazenda Pinhal (media 1.100 alqueires, que fazia divisa com o Jacaré e a Fazenda Concórdia). Com a inauguração da rodovia Marechal Rondon, também a Fazenda Pinhal se beneficiou, experimentando fase de grande progresso na venda do café.
O bairro surgiu a partir de 1954, quando as terras foram desdobradas e surgiram pequenas chácaras. Na década de 1970, foi criado o Distrito Industrial do Pinhal.
Vilarejo
O bairro surgiu no começo dos anos 1970, depois que uma fazenda foi dividida em lotes de mil metros quadrados. Mas os lotes foram sub-divididos, e começaram a surgir casas pequenas por toda a região. A partir de 1997, o Vilarejo recebeu água encanada, rede de esgoto, coleta de lixo e expansão da rede elétrica. Em 1999, foi inaugurado o Centro de Cultura e Lazer Sílvia Covas.


